quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Casa Nova!
Estou arrumando a casa, da organização de posts aos templates... essa mudança está sendo radical e divertida, encontrei no terreno livre um espaço melhor para me alojar. Dessa forma, migrei para o wordpress e espero vcs lá, ok?
Novo endereço: coresgris.wordpress.com (em construção!).
Prometo maior frequência nas postagens e grandes novidades!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Hip-Hop: Movimento de Contra-Cultura Popular
Outro dia, numa roda de conversas entre conhecidos e desconhecidos, eis que surge uma questão “O hip-hop enquanto movimento de marketing do capitalismo”, o sujeito que levantou essa questão apresentou argumentos não muito convincentes, de modo que gerou uma polêmica no grupo. Eu só ouvi. Me espantei até, em não ter me manifestado, mas aquela afirmação ficou na minha mente, mesmo quando mudamos de papo...
Primeiramente precisamos reconhecer o Hip-Hop como um movimento de conscientização popular que visa à construção de uma sociedade diferente, onde haja a igualdade, liberdade e justiça social, luta-se contra a hegemonia e os padrões vigentes. Em outras palavras, o Hip-Hop é um movimento de contracultura popular, que nasce do povo, mais especificamente da favela, ou seja, tem uma característica contrária a todos os outros movimentos (Tropicália, Bossa Nova, Woodstock e etc.) que se originam a partir da iniciativa da burguesia intelectual.
De acordo com minhas experiências e vivências no movimento, penso que há duas tendências no hip-hop brasileiro (inclui-se com destaque o baiano): uma que tem uma forte atuação política, que tem uma consciência classista e étnica, que ataca ferozmente a burguesia, o racismo, a homofobia e outras formas de opressão; e outra que usa dos elementos da primeira para reproduzir e fortalecer as relações sociais capitalistas, ou seja, que por fazerem rap, grafite, break e ou andar de skate acham que estão contrariando os interesses da classe dominante, no entanto os fortalecem, e servem de vitrines ambulantes gratuitas que divulgam o Fido Dido, A Adidas, A Nike, A XXL e tantas outras.
Fortalecer a primeira tendência é uma tarefa de todos os militantes e simpatizantes do movimento, precisamos impedir que a segunda tendência se desenvolva, assim como que os integrantes da primeira sejam cooptados. Cooptação de lideranças é um processo que vem acontecendo no Brasil e se intensificando a partir do pós-ditadura, onde os movimentos sociais e sindicalistas estão sendo cooptados pelos partidos políticos, de modo que os interesses de um e de outro tem se tornado um só, mas não é! O maior objetivo do Estado é manter a ordem social (que atualmente é a capitalista), o nosso é de derrubar as muralhas, atacar a estrutura vigente!
Vamos abrir o nosso terceiro olho, e não permitir que partidos políticos, parlamentares e ou governos se infiltrem no movimento, se isso acontecer perderemos nosso caráter combativo e revolucionário, nos igualaremos aos movimentos atuais que fazem acordo, negociam direitos, enfraquecendo a luta popular. Não podemos perder de vista a nossa causa, nosso inimigo tem que ser nomeado e identificado, e ele se chama: capital! O combate ao capital significa o combate às contradições do sistema capitalista e aos seus reflexos (as desigualdades sociais, os preconceitos...). Sabemos que o nosso inimigo está bem representado nos espaços de poder, e é lá que tem que ser o nosso palco, lá que temos que atuar e jogar nossas bombas!
Vamos declarar a nossa guerra, vamos nos agregar uns aos outros e fortalecer o movimento Hip-Hop baiano, brasileiro e internacional. Para que juntos e juntas possamos combater ao imperialismo, as opressões de raça, gênero e classe... Abaixo ao inimigo! Abaixo ao capital!
domingo, 13 de fevereiro de 2011
É Sexta-feira
Há quinze (15) dias pego o mesmo ônibus Brotas - Marechal Rodon, para ir ao trabalho. Sempre por educação desejo "Bom dia" ao Cobrado e "Obrigada" ao motorista pela viagem segura e responsável que me trouxe pelo caminho. Mas hoje, no mesmo horário e com os mesmo usuários, o Cobrador me desejou um "Bom dia" que compensou durante todos os dias que ele jamais respondeu, e todos festejavam no ônibus, com o "som móvel", muitas risadas, piadas, cantigas e brincadeiras... Eu não sabia o porquê, até que me toquei, e percebi que hoje é Sexta-feira, motivo de muita alegria, afinal de contas, para os quais trabalham até ás Sextas-feiras, a ansiedade flora pelo final de semana; a cerveja na saída do expediente, a faxina da casa no Sábado e o feijão no Domingo que reúnem familiares e amigos, há também os quais fazem outras atividades.
Decidi então escrever este e-mail, para parabenizar a nós trabalhadores (as) (que agora já posso me classificar neste grupo, risos) pelo o que exercemos durante a semana, e pela coragem de acordar muitas vezes ás 5h da matina, para chegar a um ponto ou Estação e encarar o caótico transito da nossa cidade, e por sorte chegar ás 8h no trabalho.
Então, que venha o nosso final de semana, e que ele seja colorido, e nos encha de energia para retornamos na Segunda-feira.
Segunda-feira tem mais...
Por: Jamile dos Anjos.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Democracia: Onde? Liberdade: Pra que(m)?
sábado, 8 de janeiro de 2011
2011 - A Mulher no Poder!
Esse é um ano de grandes comemorações, particulamente tenho a comemorar pela minha promoção na empresa, pelos meus três anos de namoro e meu futuro casamento, pelos meus amigos e familiares, pela eleição de uma presidenta, pelo reino de Iemanjá sobre esses 365 dias... pela vida!
Sim, 2011 é o nosso ano! O ano em que a mulher reino da política à religiosidade, um ano liderado pela nossa presidenta Dilma Roussef e protegido pelas Yabás,e especialmente pela minha mãe Yemanjá.
É certo que ainda temos muitos caminhos para percorrer em busca da igualdade entre os seres humanos, as desigualdades são imensas e os problemas até fatais, mas com coragem, luta, sabedoria, solidariedade e determinação (e fé) chegaremos lá!
Um salve a todas as mulheres: feministas, pretas, lésbicas, donas de casa, mães-solteiras, viúvas, amantes, artistas... um salve a todas as brasileiras guerreiras e guerrilheiras!
Odoyá! Saluba Nanã! Oraieiê ô! Obá xirê! Ri rò! Eparrey Oyá!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Adeus, 2010!
Este post não fala de nada especial, só de fim. Resolvi escrever porque este será o primeiro do mês e o último do ano.
Espero que em 2011 tenha mais tempo e dedicação para o blog, é a ferramenta tecnológica que mais gosto.
Aproveitando a oportunidade, desejo a tod@s @s amig@s blogueir@s e seguidor@s ótimas festas, um feliz ano novo! Que em 2011 nossas vidas sejam recheadas de paz, saúde, amor, dinheiro e vitórias!
domingo, 8 de agosto de 2010
"Curtas, mas podem Crescer.."
"Eleitores e torcedores de futebol sofrem de memória curta [...]"
"Parlamentares não votam em legislação que torna crime a homofobia (PLC 122/06) e tampouco apoiam o projeto de lei que reconhece a união civil entre pessoas do mesmo sexo, portanto não recusam os votos dos homossexuais e bancam de civilizados/as nos anos eleitorais,até sobem nos trios das paradas da diversidade sexual [...]"
"Eleições 2010: Continuação do projeto progressista ou avanço do projeto neoliberal?[...]"
"As mulheres são maioria na população eleitoral. Mulher, seu voto não tem preço [...]"
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Casal Homossexual pode declarar companheiro (a) como dependente no IR

29/07/2010
Casais de mesmo sexo poderão declarar o companheiro – ou a companheira - como dependente do Imposto de Renda. Para tanto, basta cumprir os mesmos requisitos estabelecidos pela lei para casais com união estável. O Parecer 1.503/2010, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional foi aprovado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e deverá ser publicado esta semana no Diário Oficial da União.
O parecer é resultado de uma consulta feita por uma servidora pública que desejava incluir a companheira – isenta no Imposto de Renda – como sua dependente. Com isso, abre-se precedente para outros casais de mesmo sexo na mesma situação.
Com base no princípio da isonomia de tratamento, o parecer lembra que a legislação prevê a inclusão de companheiros heterossexuais de uniões estáveis como dependentes no Imposto de Renda e que o mesmo deve ser garantido aos parceiros homoafetivos. “O direito tributário não se presta à regulamentação e organização das conveniências ou opções sexuais dos contribuintes”, diz o documento. “A afirmação da homossexualidade da união, preferência individual constitucionalmente garantida, não pode servir de empecilho à fruição de direitos assegurados à união heterossexual”, consta do parecer.
O Brasil não reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo, mas a Justiça – e agora o Executivo – tem concedido a esses relacionamentos o mesmo tratamento legal dado aos casais heterossexuais.
Em junho, a Advocacia-Geral da União reconheceu que a união homoafetiva estável dá direito ao recebimento de benefícios previdenciários para trabalhadores do setor privado. O argumento é o de que a Constituição não permite a discriminação com base na orientação sexual. Decisão no mesmo sentido veio da Justiça de Minas Gerais, que manteve a inclusão de um funcionário aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais para fins previdenciários.
Em Mato Grosso, a Corregedoria de Justiça chegou a publicar decisão que regulamenta a união entre pessoas do mesmo sexo. A medida estabelece que casais homossexuais poderão procurar os cartórios para pedir escritura pública declarando a união homoafetiva.
O Superior Tribunal de Justiça, em 2008, foi favorável à inclusão de um companheiro de mesmo sexo no plano de saúde do parceiro. E, em abril deste ano, manteve a adoção de uma criança por um casal homossexual.
Com informações da Agência Brasil.
quinta-feira, 11 de março de 2010
!.
Mas com direitos iguais, como já disse Tosh
E quero mais que um milhão de amigos do RC
Ser como Luís e suas maravilhas do mundo quero comer
Quero me esconder debaixo da saia da minha amada
Como Martinho da Vila, em ancestral batucada
Eu quero é botar eu bloco na rua, qual Sampaio
Quero o sossego de Tim Maia olhando um céu azul de maio
Eu quero é mel, como cantou Melodia
Quero enrolar-me em teus cabelos
Como disse Wando à moça um dia
Quero ficar no teu corpo, como Chico em Tatuagem
E quero morrer com os bambas de Ataulfo bem mais tarde
Só que bem mais tarde
Eu quero ir pra ver Irene rir, como escreveu Veloso!" (No Braseiro de Pedro Luis)
- È interessante como de uma hora pra outra as coisas podem mudar, podemos. Acordei com aquela sensação de que o dia seria péssimo, porque acordei péssima... E de repente uma simples palavra que se ouve de alguém que se gosta ou até mesmo de um desconhecido qualquer, uma música que te toca, um passáro verde voando e/ou até mesmo o som das folhas secas pode colorir seu dia. O meu foi colorido!
terça-feira, 9 de março de 2010
Saudade (Seu nome)
segunda-feira, 8 de março de 2010
"NÃO SE NASCE MULHER: TORNA-SE." (Simone Beauvoir)
8 DE MARÇO É DA MULHER
As mulheres do Século XVIII eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais
O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está intimamente ligado aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e sociedades mais justas e igualitárias. É a partir da Revolução Industrial, em 1789, que estas reivindicações tomam maior vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos. As operárias desta época eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais.
Dentro deste contexto, 129 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada de 10 horas. Era 8 de março de 1857, data da primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres. A polícia reprimiu violentamente a manifestação fazendo com que as operárias refugiassem-se dentro da fábrica. Os donos da empresa, junto com os policiais, trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs.
Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem as mulheres.
MENSAGEM:
PARABÉNS A NÓS MULHERES PELA LUTA E RESISTÊNCIA!
FELIZ 100 ANOS DE COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER!
POESIA:
Mulher
(Ilsa da Luz Barbosa)
Você que busca no dia a dia sua
independência, sua liberdade, sua
identidade própria;
Você que luta profissional e
emocionalmente, para ser
valorizada e compreendida;
Você que a cada momento tenta ser a
companheira, a amiga, a "rainha do lar";
Você que batalha incansavelmente por seus
próprios direitos e também por um mundo
mais justo e por uma sociedade sem
violências;
Você que resiste aos sarcasmos daqueles
que a chamam de, pejorativamente, de
feminista liberal e que já ocupa um
espaço na fábrica, na escola, na
empresa e na política;
Você, eu, nós que temos a capacidade de
gerar outro ser, temos também o dever de
gerar alternativas para que a nossa Ação
criadora, realmente ajude outras
mulheres a conquistarem
a liberdade de Ser...
sexta-feira, 5 de março de 2010
Marx e Suas Influências no Serviço Social

Por Laís Paulo*
Breve Biografia
Karl Marx nasceu em Trier em 05 de Maio de 1818 e morreu em Londres a 14 de Março de 1883 foi filósofo, historiador, economista e jornalista. Deixou-nos numerosas obras, dentre elas, “Manuscritos Econômico-Filosóficos”, “O Capital”, “Contribuição à crítica econômica” e outras, e sua parceria com Engels que resultou “A Sagrada Família”, “A Ideologia Alemã” e o “Manifesto do Partido Comunista”. Segundo o próprio Engels, as duas grandes descobertas de Marx foram: a concepção de materialismo histórico e a teoria da mais-valia (qual retratarei neste texto). Karl Marx foi também ativista político, fundou e dirigiu a Associação Operária Internacional – a primeira do gênero – de 1867 a 1873.
Marx e suas influências
Marx observou a sociedade, interpretou e descreveu. Para isso houve uma série de influências, o que quero dizer, por exemplo, é que ele não inventou o socialismo, mas estudou o socialismo utópico os franceses Saint Simon e Fourier e o idealizou em socialismo cientifico; inverteu a dialética hegeliana, colocando-a de ponta a pé, enquanto Hegel aplicava o movimento dialético ao processo de pensamento, Marx o remete ao mundo da história real e concreta: a das necessidades econômicas e sociais, dos seres humanos. Desta forma, as idéias marxistas sofreram influências das principais correntes de pensamento de sua época, desde a economia liberal de Adam Smith à dialética de Hegel.
Materialismo Dialético
Como disse anteriormente, para Marx, o processo dialético se dá de acordo com as necessidades dos humanos.
Marx utilizou da dialética para explicar as mudanças e acontecimentos na história da humanidade ao longo dos tempos. A dialética é a lei do desenvolvimento da realidade histórica, e através dela é possível estudar um fato histórico, encontrar o elemento responsável pela sua transformação num novo fato, dando continuidade ao processo da história. Assim sendo, a dialética exprime a inevitabilidade da passagem da sociedade capitalista para a comunista.
Materialismo Histórico
O materialismo histórico é a teoria no qual a estrutura econômica determina as outras estruturas, é a base material ou econômica (infraestrutura) que exerce influência direta nas instituições jurídicas, políticas (leis, o Estado) e nas ideológicas (artes, educação, religião, moral) - o que denominou de superestrutura -, em outras palavras a superestrutura se adapta ao modo de vida econômico da sociedade, o ser econômico determina o ser social, ou ainda: “Não é a consciência dos homens que determina o se ser, mas é, ao contrário, seu ser social que determina sua consciência” (Karl Marx, em Prefácio a “Para a crítica da economia política”).
Teoria da mais-valia
A teoria da mais-valia é um dos conceitos fundamentais da economia marxista e um eixo importantíssimo na construção teórica de Marx.
Segundo ele, “O valor da força de trabalho é o valor dos meios de subsistência necessárias para a conservação do possuidor da força de trabalho”, a força de trabalho é o próprio trabalho e pertence ao trabalhador/a, já o produto do trabalho é propriedade do capitalista e não de quem o produz (trabalhador/a), ora se o/a proletário/a trabalha oito horas diária e em quatro horas produz o tanto para cobrir o quanto o capitalista despende para o seu salário, o produto das outras quatro horas é o valor que o capitalista se apropria. Esse valor que passa para o bolso do capitalista é a mais-valia, logo a mais-valia é o excedente do trabalho, é o lucro real que existe na “sobra” (excedente) da mão-de-obra que o industrial investirá na sua indústria, assim a indústria crescerá cada vez mais, acumulando a riqueza que é deixada pela classe operária.
Para Marx, a única solução para sair desse círculo no qual só o industrial agrega lucros e o operariado é explorado é preciso que haja a revolução das massas, em que a classe operária, unida, irá derrubar essa lógica contraditória, desigual e pervessa do capital.
Marx no Serviço Social
Há quem atribua características negativas ao Serviço Social e o aponte como profissão de práticas e políticas assistencialistas, talvez a denominação transmita um equivoco de significados, para estes/as indico as obras de Marilda Vilela Iamamoto, Maria Lúcia Martinelli, José Paulo Netto, Carvalho e tantas outras (os) teóricas (os) do Movimento de Reconceituação do Serviço Social.
Após a II Guerra Mundial os países capitalistas lançaram estratégias em defesa do capitalismo, pois temiam a expansão do socialismo, visto que havia a construção do bloco socialista representado pela União Soviética. Uma dessas estratégias foi a implantação de empresas norte-americanas e européias na América Latina. Assim sendo, uma parte da burguesia local (aliada aos EUA) era a favor do capital internacional e a outra defendia o nacionalismo, isso provocou uma crise na burguesia, sendo que a parte da burguesia atrelada aos estadunidenses resolveu a crise com o golpe de 1º de abril de 1964, o golpe militar, que em apoio à concentração do capital proibiu o sindicalismo e agravou a exploração do/a trabalhador/a.
Com a erosão da base do Serviço Social tradicional iniciou a renovação do Serviço Social brasileiro que se deu em três perspectivas: a modernizadora baseada na teoria positivista; a de renovação do conservadorismo baseada na teoria fenomenológica; e a de intenção de ruptura baseada no marxismo. Aconselho a leitura de todas as perspectivas, mas falarei um pouco sobre a terceira.
Perspectiva da Intenção de Ruptura :
Surge com a proposta de romper as práticas tradicionais do Serviço Social, vinculadas aos interesses da classe dominante, discute a relação entre a profissão e a sociedade capitalista. Foi manifestada no âmbito dos movimentos democráticos e das classes exploradas e subalternas (inicio dos anos de 1960) quando “ [...] O Serviço Social – de forma visível, pela primeira vez- vulnerabilizava-se a vontades sociais (de classe) que indicavam a criação, no marco profissional, de núcleos capazes de intervir no sentido de vinculá-lo a projeções societárias pertinentes às classes exploradoras e subalternas. (Netto, 2006, p.256) Portanto, assistentes sociais que optaram politicamente de trabalhar em favor dos explorados e subalternos conceberam as primeiras idéias de intenção de ruptura das práticas tradicionais, uma vez que é preciso lembrar que o objeto de trabalho do Serviço Social é a questão
social (resultante das relações de conflito entre capital x trabalho que se manifesta em suas múltiplas expressões: desemprego, violência, fome, discriminação e etc.), e agora as/os profissionais optaram em atuar em prol dos trabalhadores/as (segundo Iamamoto trabalhador/a é tanto quem está empregado/o e desempregado/a), baseando-se na teoria marxista.
Vale ressaltar que essa perspectiva se propagou no período de crise da ditadura, originando produções teóricas voltadas para as questões do continente latino-americano, rompendo com práticas profissionais, aumentando a participação política de assistentes sociais nos movimentos sociais, sindicalistas e partidários, porém o movimento de reconceituação do S. Social (quesurge no âmbito da academia sendo protagonizado por estudantes-militantes, docentes e abrangendo a categoria de assistentes sociais) foi desfeito pelas ditaduras burguesas e por divergências no próprio grupo de assistentes sociais. Assim sendo, hoje existem ainda as três perspectivas, de modo que há docentes que encaminham seus projetos conservadores e profissionais com práticas atreladas á tendência de renovação do conservadorismo; portanto o projeto ético-político-profissional hegemônico fundamenta-se na teoria marxiana e marxista, se materializando no código de ética profissional (1993) que norteia o pensar e o fazer profissional da(o) assistente social.
P.S: Bem, gente esse é só um texto principiante, quem quiser se aprofundar leiam:
Manifesto Comunista; e Serviço Social na Contemporaneidade de Marilda Vilela Iamamoto.
* Laís Paulo é estudante de Serviço Social, 1º Semestre.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Desabafo!
O fato é que decidir sempre foi uma tarefa muito árdua pra minha alma, porém o tempo passsa (ou), a paciência acaba (ou) e muitas decisões, apesar de difíceis, acenam com a perspectiva de alívio, o que facilita muito encará-las. Pronto. É alívio que me falta, é coragem e verdade que me faltam n'alma para que eu possa desfazer com as omissões e supostas mentiras, para que eu possa sentr-me livre e sem dificuldades pra respirar.
A saudade de outrora e um sentimento de mudança me invadem, e eu já me perco entre esses espaços e teclas e tela. Não é apenas nostalgia, mas em outros tempos fui mais tranquila, mais segura! Eu quero mesmo ficar bem, eu quero mesmo é que o medo e o desespero não tomem conta de mim, de nós... Eu quero enterrar o hoje, lembrar do ontem e viver o esperançoso amanhã. Acordar, e ainda que seja penumbra, ter a certeza de que está tudo bem, tudo bem.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
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C. F. Abreu
domingo, 13 de dezembro de 2009
Silêncios Falados
Preciso confessar: não é desfazendo dos ouvidos dos outros ,mas gosto tanto de conversasr comigo mesma, de me auto-confessar que a necessidade de ter um ouvinte, um outrem já se tornara mínima. Não é apologia à solidão e nem ao individualismo, me considero um ser social (ista) e coletivista, mas conversar e me acompanhar de mim já virou um culto.
Então queridas/os leitoras/es ("Se é que vocês existem"), quando não houver textos e nem posts atualizados... Isso não signifiga que sumi e nem que me faltam verbos, mas que me sobra silêncio.
P.S: Eu sempre abuso dos parênteses ( e muito!).
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Caio Fernando Abreu
E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a
palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o
cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro
forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns.
Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não
enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes,
no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que
chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo
que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As
pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O
que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa
quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai
rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum
sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do
outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até
pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o
que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito
fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo
que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa
aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a
coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será
coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o
corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo.
Porque então você se ama também.
p.s: Adoro o texto a cima.